
É fato e incrível como a televisão influencia, através de seus programas, os modos e costumes sociais. Seja na moda, através do figurino de uma personagem na novela das oito ou seja no consumo de um produto qualquer introduzido no cotidiano de um reality show. Obviamente, em alguns casos, estratégias são planejadas propositalmente com fins publicitários e de marketing. Em outros, o caminho é o inverso.
Um exemplo é o Louro José, o papagaio que acompanha Ana Maria Braga na apresentação do programa, que foi inicialmente criado para chamar a atenção de um público diferente das costumeiras donas-de-casa. Contudo, o sucesso foi tão grande que se tornou estampa para diversas embalagens de produtos infantis, desde xampus até brinquedos. E recentemente foi lançado um boneco em tamanho real do bichano, muito depois de várias versões “genéricas” lançadas em muitos camelôs.
Aliás, são inúmeros os casos de apresentadores e personagens que viraram produtos com sucesso de vendas, por simplesmente ganharem a empatia de muitos espectadores. Nada muito diferente do que já acontece na indústria cinematográfica. Ou então, porque certas carterísticas pessoais são relacionadas, de alguma forma ao produto (a Xuxa e as roupas infantis ou a mulata Globeleza e uma marca de sandálias). Mas quando a empatia ou associação se dá com o programa em si? A identidade visual do programa (ou do próprio canal), desde o nome, a marca, grafismos ou eventuais mascotes, é então empregada de uma nova forma, para a qual inicialmente não foi projetada. Todos esses elementos servem agora de apoio para agregar valores a outros produtos e à outras modalidades de consumo.

No caso de programas infantis isso já uma realidade há muito tempo (Walt Disney, que não nos deixa mentir). Mas em novelas, o produto nobre da televisão brasileira, por exemplo, o processo é mais recente. No entanto, já conseguiram transformar as imagens de alguns folhetins em cremes para os cabelos, relógios, sandálias, jóias, entre muitos outros.
As organizações Globo a alguns anos, através de várias parcerias e ultimamente através da loja virtual “Globo Marcas“, vêm percebendo o grande nicho comercial que isso pode render, que vai além do lançamento de CDs com a trilha sonora ou DVD dos episódios. Um dos casos mais recentes de sucesso que provam isso é o Big Brother Brasil que, além de ser uma vitrine de diversas marcas no próprio programa, mantém uma loja virtual com mais de 30 produtos diferentes, como roupões, bolsas, utensílios domésticos, edredons, notebooks e até um bonequinho (a mascote do programa) controlado por controle remoto que captura imagem e som de onde ele está.
Contribuições: Meio & Mensagem
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